Engraçado... ando descobrindo vários blogs apaixonantes. Eu que reclamava não encontrar nada muito profundo, venho descobrindo vários. Acho que estou até adquirindo uma "vida" social virtual.
Ah e num desses blogs olha o que eu achei!
É o soneto CXVI do Shakespeare. Este soneto era o preferido da minha prof. de literatura do colegial. Donata.
Tenho muitas saudades dela. Era uma italiana mto temperamental, falava muitos palavrões, mas eu me divertia muito com ela.
Teve um dia que ficamos na classe apenas eu e ela, ela mostrou-me uma pasta que continha várias transparências de quadros. Foi uma das minhas melhores aulas. Lembro até hoje: O nascimento de vênus de Botticelli, Saturno de Goya, Salvador Dali etc.
Foi ela quem me deu vários livros p/ eu ler nas férias como São Bernardo e Amar, v. intransitivo.
E ela quem me apresentou os sonetos Shakespeareanos... E da sua característica inconfudível de terminá-los com os dois últimos versos em destaque, sendo estes seu maior trunfo.
Infelizmente essa versão que eu achei não manteve a métrica nem o estilo de Shakespeare. Eu tenho um livro com o Original e com uma tradução que manteve toda métrica. Não sei onde está. Em algum lugar na casa de meus pais em Campinas.
O final eu lembro mais ou menos, mais p/ menos:
" E se provarem que num erro estou
Eu nunca fiz versos e ela jamais amou"
Que à união de espíritos puros
Eu não aceite impedimentos
Não é amor o amor
Que muda quando mudanças encontra
Ou se curva a quem quer extinguí-lo
Oh, não! O amor é um marco eterno
Que inabalável enfrenta as tormentas
É a estrela de todo barco errante
De brilho certo, mas valor inestimável
O amor não é joguete do tempo
Embora ao envelhecer os lábios entorte
O amor não muda conforme o dia e a hora
Mas chega inalterado até o fim dos tempos
Se me provarem que isto está errado
Então eu nunca escrevi
Nem ninguém jamais amou
(William Shakespeare)
Ah e num desses blogs olha o que eu achei!
É o soneto CXVI do Shakespeare. Este soneto era o preferido da minha prof. de literatura do colegial. Donata.
Tenho muitas saudades dela. Era uma italiana mto temperamental, falava muitos palavrões, mas eu me divertia muito com ela.
Teve um dia que ficamos na classe apenas eu e ela, ela mostrou-me uma pasta que continha várias transparências de quadros. Foi uma das minhas melhores aulas. Lembro até hoje: O nascimento de vênus de Botticelli, Saturno de Goya, Salvador Dali etc.
Foi ela quem me deu vários livros p/ eu ler nas férias como São Bernardo e Amar, v. intransitivo.
E ela quem me apresentou os sonetos Shakespeareanos... E da sua característica inconfudível de terminá-los com os dois últimos versos em destaque, sendo estes seu maior trunfo.
Infelizmente essa versão que eu achei não manteve a métrica nem o estilo de Shakespeare. Eu tenho um livro com o Original e com uma tradução que manteve toda métrica. Não sei onde está. Em algum lugar na casa de meus pais em Campinas.
O final eu lembro mais ou menos, mais p/ menos:
" E se provarem que num erro estou
Eu nunca fiz versos e ela jamais amou"
Que à união de espíritos puros
Eu não aceite impedimentos
Não é amor o amor
Que muda quando mudanças encontra
Ou se curva a quem quer extinguí-lo
Oh, não! O amor é um marco eterno
Que inabalável enfrenta as tormentas
É a estrela de todo barco errante
De brilho certo, mas valor inestimável
O amor não é joguete do tempo
Embora ao envelhecer os lábios entorte
O amor não muda conforme o dia e a hora
Mas chega inalterado até o fim dos tempos
Se me provarem que isto está errado
Então eu nunca escrevi
Nem ninguém jamais amou
(William Shakespeare)

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