A Bia foi um desses meus vultos do passado que me deu um dos meus melhores momentos na vida. Uma noite que nunca se apagou.
Éramos muito novos, não sei porque tenho a impressão de que tinha 3 anos à época, mas pelo nível de ciência e pelas minhas lembranças devia ter um pouco mais. Uns 5 ou 6.
Ela morava na terceira casa a minha esquerda, chamava-se Beatriz. Não consigo lembrar concretamente de seus traços, mas tenho a impressão de que ela tinha os cabelos cacheados. Uma das outras únicas lembraças que tenho dela é de que um dia no banheiro dos meus pais ela quis brincar de médico. Eu não sabia como era essa brincadeira, foi ela quem me conduziu, mas bem na hora dos exames a mãe dela bateu a porta do banheiro. Só lembro que saí correndo envergonhando enquanto ouvia ecoar a sua mãe ouvindo suas explicações.
Mas a noite ocorreu em seu aniversário. Não lembro quantos anos fazia. A única coisa de que lembro é que no meio da festa, com todos os seus parentes e convidados ela quis fugir. Me puxou pelo braço e fomos até minha casa. A casa estava vazia já que todos estavam no aniversário dela tb.
Havia um grande pé de manga no meu quintal, e meu pai tinha feito um balanço p/ mim em um de seus braços. Ela adorava aquele balanço e naquela noite ela me pediu p/ eu a balançar. Ficamos ali no silêncio da noite, uma lua nos iluminava, eu e ela debaixo do pé de manga. Tem momentos em que as palavras não representam nada, apenas os fatos falam por si mesmos.
Éramos muito novos, não sei porque tenho a impressão de que tinha 3 anos à época, mas pelo nível de ciência e pelas minhas lembranças devia ter um pouco mais. Uns 5 ou 6.
Ela morava na terceira casa a minha esquerda, chamava-se Beatriz. Não consigo lembrar concretamente de seus traços, mas tenho a impressão de que ela tinha os cabelos cacheados. Uma das outras únicas lembraças que tenho dela é de que um dia no banheiro dos meus pais ela quis brincar de médico. Eu não sabia como era essa brincadeira, foi ela quem me conduziu, mas bem na hora dos exames a mãe dela bateu a porta do banheiro. Só lembro que saí correndo envergonhando enquanto ouvia ecoar a sua mãe ouvindo suas explicações.
Mas a noite ocorreu em seu aniversário. Não lembro quantos anos fazia. A única coisa de que lembro é que no meio da festa, com todos os seus parentes e convidados ela quis fugir. Me puxou pelo braço e fomos até minha casa. A casa estava vazia já que todos estavam no aniversário dela tb.
Havia um grande pé de manga no meu quintal, e meu pai tinha feito um balanço p/ mim em um de seus braços. Ela adorava aquele balanço e naquela noite ela me pediu p/ eu a balançar. Ficamos ali no silêncio da noite, uma lua nos iluminava, eu e ela debaixo do pé de manga. Tem momentos em que as palavras não representam nada, apenas os fatos falam por si mesmos.

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