De repente, eu não conseguia dormir mais. Perdera o sono e só queria ter um pouco de espaço p/ chorar, mas é difícil chorar, p/ mim é muito difícil. Não é algo que escolha, mesmo que eu diga internamente vou chorar, vou chorar, pense nas coisas mais tristes, faça careta e cerre meus olhos ao máximo, mesmo assim, as lágrimas não saem.
E aquilo estava me matando, crescendo, me corroendo e eu não sabia a causa. Levantei da cama, tentei estudar, não consegui. Fui ao banheiro, sentei ao chão, tentei chorar, não consegui. Me levantei, fui a sala e deitei no sofá. Assim ela apareceu, me interrogou:
O que faz aí? O que foi tá tudo bem?
Eu respondi bem baixo.
- Tá.
Ela ficou ali me fitando, sabia que não estava bem.
- Vc não quer falar é?
Tudo o que eu precisava era um pouco de compreensão, essa que eu sempre dispus a ela, sempre sem querer tirar conclusões preciptadas, eu só precisava de um tempo p/ organizar minhas idéias, encontrar o que me machucava.
Nessa ela perdera a paciência.
Então eu vou é p/ meu quarto.
E lá se foi. Bem na hora em que as palavras já estavam saindo de minha boca. Fui atrás dela até a cama, quando eu cheguei ela saiu.
Fiquei lá deitado sozinho pensando. Ela voltou p/ pegar não sei o que... peguei-a pelo braço e tentei conversar com ela.
Ela estourou:
O que vc tem é?? Já tentei conversar com vc e vc não quer. Quer ir p/ sua casa é? Levanta já daí vamos!!!
LEVANTA, VAMOS EMBORA É AGORA!!!
Com ódio no olhar, com uma falta de compreensão, com uma falta de paciência que me espantara. Ela chamava aquilo de tentativa de conversa? E perdia o controle de tal maneira que me deixou extremamente atordoado.
Eu não conseguia mais pensar, só olhava p/ ela ali bufando e eu só consegui rir na hora.
Ela ficou mais zangada ainda, se isso era possível, aí sim caí na real e vi que era p/ valer. Nosso relacionamento estava prestes a ruir.
Parei de rir, comecei a olhar sério p/ ela e me limitei a dizer:
É isso que vc quer me mostrar?
Ela retrucou com vários gritos os quais não conseguirei reproduzir.
Sim era isso - pensei eu
Então eu disse meus motivos. Disse que naquele dia ela não tinha se comportado ao meu lado como eu sempre me comporto ao lado dela quando ela está em meu mundo.
Sempre faço questão de apresentá-la como minha namorada p/ todos os meus amigos, ela inclusive sai com eles e o inverso não ocorre. Não me sinto namorado dela quando estava no mundo dela.
Parei. ela parou.
O silêncio dominara o quarto. Olhava na direção oposta da dela. Perdia meu olhar entre o chão e a cadeira. Tudo o que se passava pela minha cabeça era.
Acabou... não é ela. O amor da minha vida.
Eu tinha frisado p/ ela que a coisa que eu mais odeio em meus pais é que eles sempre brigam por coisas insignificantes e que eu não quero isso p/ mim. Quero antes de mais nada compreensão. Paciência, paz. Amor. Só.
Então pensei, é hora de ir embora.
Comecei a arrumar minhas coisas e aquela situação ali humilhante, eu totalmente deslocado de mim, catando minhas coisas espalhadas em um quarto que não era meu com uma pessoa que eu não mais conhecia me deixou extremamente indefeso.
Me senti como uma criança.
Então quando comecei a desvirar uma meia que estava do avesso p/ calçá-la em seguida, foi de repente, a coisa mais complexa que já tivera feito. Parecia uma criança descordenada que não conseguiria realizar o ato sozinho e então quando pisquei lágrimas como há muito tempo não escorriam vieram a tona. Chorei como há muito tempo não fazia. Não precisava mais pensar em chorar, em cerrar meus olhos, em ficar triste. Elas estavam ali.
Comecei a ficar com vergonha delas, eram lágrimas de criança. Estava totalmente indefeso, perdido e eu só queria virar o rosto p/ que não fossem vistos.
De repente, percebi que ela percebera e só aí ela entendeu algo. Que aquilo tivera chego a proporções muito maiores.
Fui a sala e sentei. Eram 4 horas, mais uma hora e o metro abriria. Esperaria.
Ela veio, olhou nos meus olhos e viu que eu ainda chorava.
- Me desculpe.
- Não precisa pedir desculpa. eu me limitava a dizer.
- É tudo minha culpa.
- Nâo há culpados.
- Me desculpe.
- Eu não tenho o que desculpar. Esta tudo bem.
Como estava escuro eu não a enxergava direito. Só conseguia ver um rosto se contorcendo. Resolvi passar minha mão em seu rosto p/ ver se chorava. Estava seco.
Com uma refinada inteligência advinhara meus pensamentos.
- Vc não sabe como aqui dentro eu estou tão triste. - frisou a mim.
Fomos dormir. De manhã eu sai. E a deixei dormindo, mesmo sabendo que ela tinha pedido p/ eu a acordar que ela iria me levar p/ casa.
Peguei a linha leste-oeste. Quando cheguei na sé e fiz baldiação em direção ao sul, a encontrei nas escadas rolantes me procurando.
- Graças a Deus que te encontrei.
- O que vc esta fazendo aqui - disse atônito
- Eu só queria te dizer que te amo. - desta vez lágrimas escorriam de seus olhos.
Estava ainda muito magoado. Não sabia o que dizer.
- Esta tudo bem agora, esquece tudo. Já passou. - me limitei.
Passados uma semana. Brigamos outra vez. Novamente fizemos as pazes, mas aonde isso ira parar eu não sei.
Esta é minha vida, não é o livro que estou escrevendo.
E aquilo estava me matando, crescendo, me corroendo e eu não sabia a causa. Levantei da cama, tentei estudar, não consegui. Fui ao banheiro, sentei ao chão, tentei chorar, não consegui. Me levantei, fui a sala e deitei no sofá. Assim ela apareceu, me interrogou:
O que faz aí? O que foi tá tudo bem?
Eu respondi bem baixo.
- Tá.
Ela ficou ali me fitando, sabia que não estava bem.
- Vc não quer falar é?
Tudo o que eu precisava era um pouco de compreensão, essa que eu sempre dispus a ela, sempre sem querer tirar conclusões preciptadas, eu só precisava de um tempo p/ organizar minhas idéias, encontrar o que me machucava.
Nessa ela perdera a paciência.
Então eu vou é p/ meu quarto.
E lá se foi. Bem na hora em que as palavras já estavam saindo de minha boca. Fui atrás dela até a cama, quando eu cheguei ela saiu.
Fiquei lá deitado sozinho pensando. Ela voltou p/ pegar não sei o que... peguei-a pelo braço e tentei conversar com ela.
Ela estourou:
O que vc tem é?? Já tentei conversar com vc e vc não quer. Quer ir p/ sua casa é? Levanta já daí vamos!!!
LEVANTA, VAMOS EMBORA É AGORA!!!
Com ódio no olhar, com uma falta de compreensão, com uma falta de paciência que me espantara. Ela chamava aquilo de tentativa de conversa? E perdia o controle de tal maneira que me deixou extremamente atordoado.
Eu não conseguia mais pensar, só olhava p/ ela ali bufando e eu só consegui rir na hora.
Ela ficou mais zangada ainda, se isso era possível, aí sim caí na real e vi que era p/ valer. Nosso relacionamento estava prestes a ruir.
Parei de rir, comecei a olhar sério p/ ela e me limitei a dizer:
É isso que vc quer me mostrar?
Ela retrucou com vários gritos os quais não conseguirei reproduzir.
Sim era isso - pensei eu
Então eu disse meus motivos. Disse que naquele dia ela não tinha se comportado ao meu lado como eu sempre me comporto ao lado dela quando ela está em meu mundo.
Sempre faço questão de apresentá-la como minha namorada p/ todos os meus amigos, ela inclusive sai com eles e o inverso não ocorre. Não me sinto namorado dela quando estava no mundo dela.
Parei. ela parou.
O silêncio dominara o quarto. Olhava na direção oposta da dela. Perdia meu olhar entre o chão e a cadeira. Tudo o que se passava pela minha cabeça era.
Acabou... não é ela. O amor da minha vida.
Eu tinha frisado p/ ela que a coisa que eu mais odeio em meus pais é que eles sempre brigam por coisas insignificantes e que eu não quero isso p/ mim. Quero antes de mais nada compreensão. Paciência, paz. Amor. Só.
Então pensei, é hora de ir embora.
Comecei a arrumar minhas coisas e aquela situação ali humilhante, eu totalmente deslocado de mim, catando minhas coisas espalhadas em um quarto que não era meu com uma pessoa que eu não mais conhecia me deixou extremamente indefeso.
Me senti como uma criança.
Então quando comecei a desvirar uma meia que estava do avesso p/ calçá-la em seguida, foi de repente, a coisa mais complexa que já tivera feito. Parecia uma criança descordenada que não conseguiria realizar o ato sozinho e então quando pisquei lágrimas como há muito tempo não escorriam vieram a tona. Chorei como há muito tempo não fazia. Não precisava mais pensar em chorar, em cerrar meus olhos, em ficar triste. Elas estavam ali.
Comecei a ficar com vergonha delas, eram lágrimas de criança. Estava totalmente indefeso, perdido e eu só queria virar o rosto p/ que não fossem vistos.
De repente, percebi que ela percebera e só aí ela entendeu algo. Que aquilo tivera chego a proporções muito maiores.
Fui a sala e sentei. Eram 4 horas, mais uma hora e o metro abriria. Esperaria.
Ela veio, olhou nos meus olhos e viu que eu ainda chorava.
- Me desculpe.
- Não precisa pedir desculpa. eu me limitava a dizer.
- É tudo minha culpa.
- Nâo há culpados.
- Me desculpe.
- Eu não tenho o que desculpar. Esta tudo bem.
Como estava escuro eu não a enxergava direito. Só conseguia ver um rosto se contorcendo. Resolvi passar minha mão em seu rosto p/ ver se chorava. Estava seco.
Com uma refinada inteligência advinhara meus pensamentos.
- Vc não sabe como aqui dentro eu estou tão triste. - frisou a mim.
Fomos dormir. De manhã eu sai. E a deixei dormindo, mesmo sabendo que ela tinha pedido p/ eu a acordar que ela iria me levar p/ casa.
Peguei a linha leste-oeste. Quando cheguei na sé e fiz baldiação em direção ao sul, a encontrei nas escadas rolantes me procurando.
- Graças a Deus que te encontrei.
- O que vc esta fazendo aqui - disse atônito
- Eu só queria te dizer que te amo. - desta vez lágrimas escorriam de seus olhos.
Estava ainda muito magoado. Não sabia o que dizer.
- Esta tudo bem agora, esquece tudo. Já passou. - me limitei.
Passados uma semana. Brigamos outra vez. Novamente fizemos as pazes, mas aonde isso ira parar eu não sei.
Esta é minha vida, não é o livro que estou escrevendo.

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