quinta-feira, maio 15, 2003

trechos do meu fantasioso livro

"De repente o barulho do mar me trouxera a realidade, estava sentado olhando o contorno de ferrugem e algas que se formavam e se misturavam em pequenos pontos que se perdiam na longitude do objeto. Sabia que devia dar no mínimo uns 10 de mim mas os detalhes se perdiam em detrimento da sensação de longitude.
A onda ondava e ondava e ondava, as espumas espumavam e espumavam, a brisa acariciava e contornava minha pele e eu sentia todo o prazer de viver."

"Quem era eu, quem era eu, quem era eu? Isso sempre ecoava como o som do tic-tac desses relógios infernais que não me deixam dormir, é estranho, quando damos conta de que ele existe, o som vai ficando cada vez mais alto e alto e alto e alto matica a mente se prende sem conseguir mais escapar, esperando ansiosamente pelo próximo tic... o tac... o tic... e o tac... e lá se vão horas perdidas em infinitos tic-tacs em finitas horas, ora bolas se nem ao menos eu mesmo sei, quiçá um alienígena barbado a minha frente se deparando com duas fartas nadegas de uma moça-cara-de-empregada que tentava ler ou fingia ler esses mapas metroviários virtuais no qual metade do que existiria não existe, em andamentos eles se limitam a dizer ou em projeto, sim há tb uma linha para o inferno em projeto, na cabeça de quem eu não sei, não importa, tb não sei de quem são esses projetos."

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