sábado, maio 17, 2003

falando em blogs... eu tinha uma grande lista que lia... perdi a vontade de lê-los há muito tempo...

mas estou feliz que agora são 3 amigos meus da facu que estão escrevendo um... um deles já há tempos...
os outros dois são relativamente novos... um deles é de um dos meus amigos que eu considero o mais afindo intelectualmente, no entanto, acho que ele não entendeu a dinâmica do blog...
mas a outra, de uma amiga, essa sim tá sendo o melhor blog que estou lendo

Mas eu acabei descobrindo que só consigo produzir coisas de qualidade sendo egoísta. Todo o resto que eu fizer sem sentimentos egoísticos será material medíocre e frustrado.
E estou cansada de me oprimir com conceitos valorativos formulados pela sociedade (entenda-se família, alguns amigos, livros de auto-ajuda, revistas Veja, movimentos religiosos e afins). Vou ter que fazer do meu jeito.
..............


Hááá!!!!! Viva o egoísmo!
Que se dane o mundo! Que se dane o mundo! Que se dane omundo! Que se dane imundo!


É isso aí garota!! Foda-se o mundo!
descobri o blog de uma garota que se chama erga omnes
e parece ser maravilhoso

Só que sinto necessidade de expor as minhas idéias, para todos, sem me preocupar em não chocar. Sem ter que ficar pensando se posso falar isso para esta ou aquela pessoa. Queria expor a minha opinião para todos, de forma igual. Então tinha que ser um nome que mostrar isso. Então pensei em "erga omnes". Significa "contra todos". No Direito algo que tem efeito "erga omnes", sera imposto a todos. Assim pensei que o nome se encaixaria... Certo?
A maldade não é bela?

Não adianta negar, ela corre em nossas veias.
Bem que alguém podia jogar isso na minha cara, todos os dias as 8 da manhã.
amanhã... balada Psy Trance...

já estou ficando muito, mas muito... como posso dizer... aquele estado de culpa...

- Puta que pariu... vc não assiste às aulas, mata todas e sai todas as noites p/ jantar em algum lugar caro ou p/ zoar com os amigos. Já tá acordando todos os dias depois do meio dia e nem está trampando. Voltou a viver as custas do pai. Seu estúpido, faça alguma coisa que presta!!!

Vc não pensa nos outros não?! Acha que a vida é apenas diversão? Já se fudeu na prova de Penal, e bota se fuder nisso... p/ quem tem uma média 8, tirar 2,5 é p/ lá de se fuder!!!

CARALHO BOTA UMA ORDEM NA SUA VIDA!!!
hj na aula de filosofia um texto do carlos heitor cony sobre falar mal dos outros

que ele adorava se juntar com outros amigos p/ falar mal e se divertia...

parando p/ pensar, acho que metade da nossa diversão se restringe a isso... tirar sarro um dos outros e principalmente dos outros

vide pirulito polar, mariner, e outros apelidos carinhosos que minha turma inventou p/ uma outra turma
a monogamia as vezes é um saco... mas até que eu estou me dando bem com ele
bom pelo menos não apenas com meus amigos da facu, mas eu tenho muitas mas muitas amigas mesmo com quem eu converso sobre isso, incrível?
acho normal
falando em sexo... qual o problema de falar em?

não entendo... todo mundo faz, espero que todo mundo goste... eu particularmente adoro... mesmo assim vc começa a falar sobre isso por ex. num metro com seus amigos e vc percebe as caras das pessoas com aquele pudor idiota

ah vão se fuder... e vão fuder outros tb pq só de masturbação não rola...
tem algumas coisas que ando sentido falta.

já faz muuuittooo muuuitttoooo tempo que eu não tomo um banho de chuva voluntário. Mas tb aqui em sp não tem graça nenhuma, aliás é meio nojento pensar nessa possibilidade. No mínimo se vai engolir uns H2O com SO3. Fora as fuligens provenientes de combustões parciais.

Enfim falando em chuvas torrenciais ainda não realizei o que era p/ ser meu primeiro beijo. Debaixo de uma grande chuva, num desses encontros tipo... let me see... o náufrago... vc correndo debaixo daquela chuva dizendo a vc que o mundo acabou e só sobrou vcs.

Hummm que delicia... e p/ completar podia rolar um sexo selvagem ali mesmo. Arrancando as roupas sem pudor algum, sem pensar no resto do mundo ou do que sobrara dele. Sim mataria 3 coelhos com uma cajadada só.
love will save the day

eu tb acredito nisso
e espero que possa salvar uma vida
engraçado quando encontramos coincidências e afinidades

afinidades são coisas normais: um mesmo autor, um poeta, uma poesia, uma banda, uma música, um pintor...
mas as coincidências...

por ex. Imaginar como seria ser entrevistado pelo Jô, apesar de achar ele uma grande tentativa de ser o que não é, forma eufemistica de farsa, sempre imaginei como responderia as suas perguntas.
Na verdade sempre imaginei tudo, e imagino, como seria o CD, até o encarte, os clipes e quais seriam sua ordem.
Enfim outra coisa interessante é que sempre tem música que eu acho tão perfeita que me entristece e me maravilha. Uma é pela sua existência a outra por a sua existência, neste último caso é por saber que não fui eu quem a cômpus.
Outra coisa que gosto de fazer é imaginar um clipe p/ alguma música que me faça viajar.
Sonhos apenas. Dreams come true?
I hope so.

quinta-feira, maio 15, 2003

trechos do meu fantasioso livro

"De repente o barulho do mar me trouxera a realidade, estava sentado olhando o contorno de ferrugem e algas que se formavam e se misturavam em pequenos pontos que se perdiam na longitude do objeto. Sabia que devia dar no mínimo uns 10 de mim mas os detalhes se perdiam em detrimento da sensação de longitude.
A onda ondava e ondava e ondava, as espumas espumavam e espumavam, a brisa acariciava e contornava minha pele e eu sentia todo o prazer de viver."

"Quem era eu, quem era eu, quem era eu? Isso sempre ecoava como o som do tic-tac desses relógios infernais que não me deixam dormir, é estranho, quando damos conta de que ele existe, o som vai ficando cada vez mais alto e alto e alto e alto matica a mente se prende sem conseguir mais escapar, esperando ansiosamente pelo próximo tic... o tac... o tic... e o tac... e lá se vão horas perdidas em infinitos tic-tacs em finitas horas, ora bolas se nem ao menos eu mesmo sei, quiçá um alienígena barbado a minha frente se deparando com duas fartas nadegas de uma moça-cara-de-empregada que tentava ler ou fingia ler esses mapas metroviários virtuais no qual metade do que existiria não existe, em andamentos eles se limitam a dizer ou em projeto, sim há tb uma linha para o inferno em projeto, na cabeça de quem eu não sei, não importa, tb não sei de quem são esses projetos."

TELEMARKETINg

Um fato engraçado. Agora estão lhe oferecendo mulheres por telefone. Acredita??
A mãe de uma ex. rolo que eu tive me ligou terça lá pelas 8 ou 9 da manhã, ou seja, de madrugada p/ me oferecer uma de suas sobrinhas. Essa minha ex. já está noiva de um amigo meu, o que eu acho? Nada.
Ela me proporcionará uma lembrança muito engraçada que eu já contei p/ todos os meus amigos e eles cagaram de dar risada.
A levei na peça Trair coçar é só começar. O engraçado é que nos momentos engraçados, que o ator fazia alguma piada ou sei lá qualquer coisa, ela não ria. Incrível eu e o teatro inteiro rindo até a barriga doer e ela lá, fria, parada.
Só que o problema era que havia momentos que não havia graça nenhuma, frisa, nada engraçado, e ela começava a rir tão alto, tão alto, sozinha, todo mundo ouvindo que eu tinha vontade de sumir naquela cadeira, eu enfiava minha cabeça p/ dentro do meu pescoço como se eu tivesse uma casca p/ esconde-la.
Agora o que isso significa:
Ela não entendia as piadas e p/ não ficar chato ela simulava rir, só que ela o fazia nas horas erradas.
Ela entendia, só que até cair a ficha, já haviam trocado de cenários, de cena, de atores, de contexto.
Outro adendo é que ela me contara alguns fatos de sua vida sexual que me deixara enojado, sinceramente. Digamos que ela é bem corrimão.

O fato é que a mãe dela tava preocupada com a sobrinha que tava caçando homens pela internet. E como ela tinha gostado de mim e me achado um cara "bacana" veio oferece-la a mim.
- Viu minha sobrinha já é formada em Ciências Contábeis, acho que ela vai comprar um carro e tal e ela é mais bonita que minha filha. Qualquer coisa ela tem um monte de primas bonitas tb. Vai liga lá p/ ela.

ahahahaha ainda não liguei.
É lógico que vcs sempre terão apenas a minha visão sobre o mundo, sobre cada situação. Não existe nada imparcial. Mesmo que eu quisesse simulá-la.
Sobre a nossa outra briga que ela chegou a devolver o anel que tinha dado a ela. Gostaria de mais tempo p/ poder traduzir a situação com mais sensibilidade.
bom como diria uma pseudo escritora... já "fazem" (sic) alguns dias que eu não posto aqui.

fiz muita merda essa semana... como por ex. mandar p/ classe inteira um e-mail escrachando uma amiga minha... que aliás é amiga de umas garotas que são minhas melhores amigas naquela facu...

como funciona a lógica da minha facu
todo mundo cumprimenta todo mundo, mas isso não significa que todos são amigos, óbvio. Numa classe com mais de 100 pessoas principalmente.
Tem meus amigos mais próximos, uns 10. Tem duas garotas mais íntimas minhas que andavam comigo, mas como eu comecei a namorar e sei lá.. elas começaram a andar com umas outras garotas que tb eram outra panela que se dava super bem com a nossa até uma briga que rolou um pouco antes de eu voltar de viagem entre uma delas e um amigo meu.
Tem uma outra panela que a gente denomina turma Popstar que são tipo as Patys da classe e que a nossa turma vive tentando um contato mais íntimo, mas eu sinceramente to poco me fudendo p/ elas.
Tem uma outra galera que é a turma mais íntima dessa menina que eu escrachei que são insuportáveis... minha turma toda não gosta dela, mas um do nosso grupo era mais íntimo dessa turma.
Tem uma outra galera que nossa turma chama de Losers pq ninguém conhece, ninguém cumprimenta e ninguém sabe que existe. E tem a turma que fica vagando tentando se encaixar em alguma turma.
Mas ela em especial já é mais chegada minha e de alguns outros da minha turma pq inclusive sempre ela canta na nossa banda.

Ou seja, existe por trás dessa polêmica toda uma lógica do poder, da política. Mas eu me preocupei a toa. Ontem eu fui falar com ela e ela dissera a mim que não tinha ficado brava não. Ou seja, página virada. Pensamos demais sobre isso... deu mais de 30 mails no nosso e-groups alternativo.

segunda-feira, maio 12, 2003

Hoje foi um dia especial. Não só por ser dia das mães é claro. Mas por exemplo por ter passado o dia com minha família inteira. Quando somos pequenos isso é algo comum, viver em família. A medida que vamos crescendo, as coisas vão ficando cada vez mais dispersas e conseguir reunir a família inteira se acaba se tornando um ato especial entre tantos outros.

Ver a cara da minha mãe com a família inteira entregando presentes. Comer muita picanha, tocar violão, caminhar no gramado na frente de casa como há muito tempo não fazia. Lembrar da infância. Passear com minha sobrinha que tá começando a andar, com o cachorrinho novo da minha irmã. Com minha mãe, com minhas irmãs, pular corda, virar estrela, correr com o cachorrinho.
Subir na árvore que a quase 12 anos eu tivera plantado. E ver a nova geração. Não sei pq vieram duas menina lindas, de uns 10 anos subir na árvore comigo. E ficaram conversando comigo, perguntando se não tinha amora que desse p/ comer (estavamos numa amoreira). Se fosse há doze anos atrás, quem sabe seriam minhas namoradinhas.
Bom no final veio a mamãe olhar por elas. Era uma loira. Uauuu...
Ai ai ai... não estou disponível.

domingo, maio 11, 2003

De repente, eu não conseguia dormir mais. Perdera o sono e só queria ter um pouco de espaço p/ chorar, mas é difícil chorar, p/ mim é muito difícil. Não é algo que escolha, mesmo que eu diga internamente vou chorar, vou chorar, pense nas coisas mais tristes, faça careta e cerre meus olhos ao máximo, mesmo assim, as lágrimas não saem.

E aquilo estava me matando, crescendo, me corroendo e eu não sabia a causa. Levantei da cama, tentei estudar, não consegui. Fui ao banheiro, sentei ao chão, tentei chorar, não consegui. Me levantei, fui a sala e deitei no sofá. Assim ela apareceu, me interrogou:
O que faz aí? O que foi tá tudo bem?
Eu respondi bem baixo.
- Tá.
Ela ficou ali me fitando, sabia que não estava bem.
- Vc não quer falar é?
Tudo o que eu precisava era um pouco de compreensão, essa que eu sempre dispus a ela, sempre sem querer tirar conclusões preciptadas, eu só precisava de um tempo p/ organizar minhas idéias, encontrar o que me machucava.
Nessa ela perdera a paciência.
Então eu vou é p/ meu quarto.
E lá se foi. Bem na hora em que as palavras já estavam saindo de minha boca. Fui atrás dela até a cama, quando eu cheguei ela saiu.
Fiquei lá deitado sozinho pensando. Ela voltou p/ pegar não sei o que... peguei-a pelo braço e tentei conversar com ela.
Ela estourou:
O que vc tem é?? Já tentei conversar com vc e vc não quer. Quer ir p/ sua casa é? Levanta já daí vamos!!!
LEVANTA, VAMOS EMBORA É AGORA!!!
Com ódio no olhar, com uma falta de compreensão, com uma falta de paciência que me espantara. Ela chamava aquilo de tentativa de conversa? E perdia o controle de tal maneira que me deixou extremamente atordoado.
Eu não conseguia mais pensar, só olhava p/ ela ali bufando e eu só consegui rir na hora.
Ela ficou mais zangada ainda, se isso era possível, aí sim caí na real e vi que era p/ valer. Nosso relacionamento estava prestes a ruir.
Parei de rir, comecei a olhar sério p/ ela e me limitei a dizer:
É isso que vc quer me mostrar?
Ela retrucou com vários gritos os quais não conseguirei reproduzir.
Sim era isso - pensei eu
Então eu disse meus motivos. Disse que naquele dia ela não tinha se comportado ao meu lado como eu sempre me comporto ao lado dela quando ela está em meu mundo.
Sempre faço questão de apresentá-la como minha namorada p/ todos os meus amigos, ela inclusive sai com eles e o inverso não ocorre. Não me sinto namorado dela quando estava no mundo dela.
Parei. ela parou.
O silêncio dominara o quarto. Olhava na direção oposta da dela. Perdia meu olhar entre o chão e a cadeira. Tudo o que se passava pela minha cabeça era.
Acabou... não é ela. O amor da minha vida.
Eu tinha frisado p/ ela que a coisa que eu mais odeio em meus pais é que eles sempre brigam por coisas insignificantes e que eu não quero isso p/ mim. Quero antes de mais nada compreensão. Paciência, paz. Amor. Só.
Então pensei, é hora de ir embora.
Comecei a arrumar minhas coisas e aquela situação ali humilhante, eu totalmente deslocado de mim, catando minhas coisas espalhadas em um quarto que não era meu com uma pessoa que eu não mais conhecia me deixou extremamente indefeso.
Me senti como uma criança.
Então quando comecei a desvirar uma meia que estava do avesso p/ calçá-la em seguida, foi de repente, a coisa mais complexa que já tivera feito. Parecia uma criança descordenada que não conseguiria realizar o ato sozinho e então quando pisquei lágrimas como há muito tempo não escorriam vieram a tona. Chorei como há muito tempo não fazia. Não precisava mais pensar em chorar, em cerrar meus olhos, em ficar triste. Elas estavam ali.
Comecei a ficar com vergonha delas, eram lágrimas de criança. Estava totalmente indefeso, perdido e eu só queria virar o rosto p/ que não fossem vistos.
De repente, percebi que ela percebera e só aí ela entendeu algo. Que aquilo tivera chego a proporções muito maiores.
Fui a sala e sentei. Eram 4 horas, mais uma hora e o metro abriria. Esperaria.
Ela veio, olhou nos meus olhos e viu que eu ainda chorava.
- Me desculpe.
- Não precisa pedir desculpa. eu me limitava a dizer.
- É tudo minha culpa.
- Nâo há culpados.
- Me desculpe.
- Eu não tenho o que desculpar. Esta tudo bem.
Como estava escuro eu não a enxergava direito. Só conseguia ver um rosto se contorcendo. Resolvi passar minha mão em seu rosto p/ ver se chorava. Estava seco.
Com uma refinada inteligência advinhara meus pensamentos.
- Vc não sabe como aqui dentro eu estou tão triste. - frisou a mim.

Fomos dormir. De manhã eu sai. E a deixei dormindo, mesmo sabendo que ela tinha pedido p/ eu a acordar que ela iria me levar p/ casa.
Peguei a linha leste-oeste. Quando cheguei na sé e fiz baldiação em direção ao sul, a encontrei nas escadas rolantes me procurando.
- Graças a Deus que te encontrei.
- O que vc esta fazendo aqui - disse atônito
- Eu só queria te dizer que te amo. - desta vez lágrimas escorriam de seus olhos.
Estava ainda muito magoado. Não sabia o que dizer.
- Esta tudo bem agora, esquece tudo. Já passou. - me limitei.

Passados uma semana. Brigamos outra vez. Novamente fizemos as pazes, mas aonde isso ira parar eu não sei.

Esta é minha vida, não é o livro que estou escrevendo.