sexta-feira, agosto 22, 2003

lovme lovme

say that u lovme

pretend that u lovme
E a minha:

A galinha atravessa a rua mas como disse Michel Foucault em a Microfísica do Poder...



A galinha para.
Senta no paralelepípedo, respira e olha. Nada além de uma mera rua. Olha p/ o lado em busca de respostas. Assim vê várias galinhas todas concetradas apenas naquilo que as mantêm, caminham.
Todas atravessam, umas se entreolham, mas nenhuma pergunta porque.
Toma coragem e assim levanta... com toda sua voz cacareja. - Foda-se!!!
E assim caminha...




Ps. não disse p/ qual direção
Como seriam as análises do paradigma da Galinha atravessando a rua.

Machado de Assis:
Eis que a galinha olhando a rua imaginara o porquê dela, ela mesmo, ser a escolhida p/ realizar tal feito. Como seria caros leitores, se a galinha realizasse o movimento não movida por um sentimento de compaixão e plenitude pela vida, mas nada mais nada menos por um sentimento egoístico de ser uma galinha, e não adiantava era apenas uma galinha.

Guimarães Rosa:
A galinha alinha cuidadosamente p/ cruzar a linha, aquela que dividiria sua vida entre o antelinha e o poslinha, sim, era essa a eterna busca que a todos os seres de sua espécie acometia, como encontrar uma terceira linha entre essas duas que circundavam a rua.

Clarice Linspector:
E de repente a galinha percebera que cada pena de suas asas tremia, e a ela isso não fazia sentido. Oras é apenas uma rua. Quisera ela tomar conta de suas emoções mas a cada momento sentia-se perdendo o domínio de sua conduta como que se querendo despertar para uma realidade já desperta e assim sucedendo sentia como aquela rua era sua, como aquela vida era a sua e não podia negligenciar e voltar atrás sem tocá-la.
Eu estava pensando o do pq as pessoas não gostam de serem criticadas... pq existe o dano moral, pq as pessoas não gostam de serem atingidas nesse ponto.

Aí parti do pressuposto do mais ínfimo dos instintos... que é a sobrevivência.

E p/ sobreviver na sociedade hoje por exemplo, existem vários fatores que incluem desde a aparência material, até a aparência subjetiva. Arranjar uma outra pessoa p/ se reproduzir e propagar a espécie, ser admirado e ter liberdade p/ se expressar e se impor na sociedade e mesmo tb p/ causar a admiração nos outros e chamar a atenção...

Essa foi a minha conclusão... essa questão de orgulho e de proteger a imagem perante aos outros vêm do instinto de sobrevivência.
Percebi que o que interessa é apenas aquilo que diz respeito a gente ou que nos interessa, ou seja, leio um blog ou pq é um conhecido ou pq diz algo que diz respeito a mim.

Mas se for parar p/ pensar, nada diz respeito a mim... então eu leio pq são conhecidos e me lêem... apenas.

O problema do problema... é que eu me perco... penso várias coisas legais durante o dia e elas são resetadas horas depois.
Acho que tenho dislexia...


quinta-feira, agosto 21, 2003

the mood of lonely
provavelmente ficarei sem net...

a vida talvez seja melhor assim

estou me divorciando do meu irmão

dvds, cds, mds, vcds, adeus
ficarei melhor sem vcs

os livros dizem obrigado

e eu passarei a morar sozinho... pois é
show must go on?

?!

maybe

então tá, vamo rangá e zarpá.

terça-feira, agosto 19, 2003

Hoje o dia foi daqueles tristes... daquelas tristezas sem fim.

Sem vontade de ir, de voltar, de conversar, de rir, de ler, de copiar, apenas queria estar abraçado, apenas.

Esse frio, esse frio na minha alma, esse frio gelando meu pé, e a minha alma vazia, vazia, vazia.

Saco vazio não para em pé. Fui

domingo, agosto 17, 2003

Já vi isso em algum lugar... quem aqui já leu o Ensaio sobre a Cegueira do Saramago?!

Cheiro desagrádavel reina em Manhattan após apagão


Um cheiro muito desagradável reinava nesta manhã sobre as ruas de Manhattan, que não provinha somente dos montões de lixo. Milhares de nova-iorquinos obrigados a passar a noite fora de casa após o megablecaute que afetou a cidade ontem não só tiveram de se esforçar para encontrar comida e água potável, mas também algo raríssimo nesta cidade: banheiros públicos.
O apagão obrigou numerosos bares e restaurantes a fecharem suas portas, enquanto escritórios e hotéis fecharam por motivos de segurança. Os lugares mais tranquilos das ruas sombreadas foram logo o único refúgio para aqueles que queriam fazer suas necessidades fisiológicas.

Nos arredores das grandes estações do metrô, onde os habitantes dos subúrbios esperavam toda a noite trens que nunca chegaram, o cheiro se tornou rapidamente insuportável.

"Se deixo entrar um, terei que deixar mais cem", explica o porteiro do Hotel Grand Hyatt a uma mulher que lhe pediu para usar o banheiro do estabelecimento.

Para uma cidade das suas dimensões, Nova York tem muito pouco banheiro público. A maioria deles se encontra nos parques e nas estações de transporte... fechadas desde ontem à tarde.


AFP

Bom o efeito idiotice passou

E só agora eu percebo que ficar sem uma parte de nós mesmos é muito dolorido e que se olhar no espelho e não se reconhecer é pior ainda.
A parte racional diz: Vai logo, viver sua vida
A emocional: Não me abandone, preciso de vc.

Beijos, te amo e boa viagem.