É engraçado. Vou fazer uma análise bem sincera sobre isso aqui e tudo mais.
Bom talvez no fundo eu saiba que não escrevo somente p/ mim e sim p/ os outros.
Não posso negar, pq publicar algo se eu poderia escrever só p/ mim. Eu quase nem releio o que escrevi.
Na verdade eu escrevo e fico na esperança inocente e inútil de que alguém me descubra, e que eu faça parte da vida de alguém, que tudo o que penso possa tocar de certa forma a vida de alguém e que esse alguém tb possa tocar a minha.
Sabe aquele turbilhão de coisas que constituem a sua vida, e eu sinto necessidade de partilha-las com alguém. Mas não posso, não pode ser qualquer um, tem que ser alguém disposto a me ouvir e q tenha a sensibilidade p/ entender exatamente o que digo.
Não que não tenha pessoas assim na vida real, mas eu acho q cada um tá mais preocupado em falar do que ouvir, todo mundo é egoísta, claro inclusive eu, mas eu penso que se for medir tudo eu ouço mais do que sou ouvido.
Tinha uma pessoa que sabia maravilhosamente me ouvir e completar com tanta sensibilidade e inteligência, mas hj já não faz mais parte da minha vida.
No fundo é lógico, ego, querer mostrar o quão longe posso pensar, ou sei lá, o qto a minha vida é interessante. Mas realmente é mesmo? Lógico que não, não tenho interesse nenhum p/ ninguém, é só olhar o contador aí e olhar o contador dos outros por aí. Isso me afeta? Racionalmente, não. Mas no fundo... afeta.
E o que fazer nesse mundo de vaidades virtuais? Visitar um monte de gente q na maioria absoluta eu acho uma porcaria e ficar implorando e mandando ele me visitar e me linkar?? Nem fudendo!!!
Humilhação real já é o fim p/ mim, imagina virtual!
E o que me resta?
Vagar sozinho... já me cansei dos outros.
Eu queria fazer a diferença... mas a diferença que eu queria ser não é o que as pessoas buscam.
E o que as pessoas buscam não é o que eu posso oferecer.
Bobagens e futilidades, não consigo ser assim.