quinta-feira, fevereiro 26, 2004

Guardanapo number 4 and 5

De repente, eu vejo o céu explodindo em partes, ora azuis, ora brancas, ora de todas essas corzinhas fundindo-se com as asas de passarinhos que estão a refletir-se sobre o branco da espuma, o movimento das massas, a pulsação da terra, o vai-e-vem infinito a ondar e ondar e ondar fazendo estrondos um pouco menos denso que o branco reluzente dos céus, apenas o som de pancadas duras e secas sobre as pedras e sob as pedras que com sua força a fazia virar milhares de partizinhas de si mesma. Era vivo, tão vivo que dava medo, aquele gigante se movendo e esbravejando, tentando socar violenta e initerruptamente seus opressores, pois dizia seus olhos que queria ser livre, era sua natureza, nada poderia detê-lo, tinha uma alma e um espírito tão grande que eu me sentia pequeno bem pequenininho bem inhozinho.

5

Quem sou eu e onde estou?
Só sei que estou duplamente triste, por estar triste e n ã o conseguir estar triste, por estar triste e não conseguir parecer triste, por estar triste e não conseguir entristecer, apenas uma tristeza entristecida, sem vida, sem beleza, uma tristeza triste. Como uma vida sem vida, uma vida não vivida, um sonho sem sonhos, um corpo sem alma e espírito, inquieto a por fim a algo que nunca começou.

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